O Pasquim – agosto/69

Postado em Antigas e Soltas com as tags , , , , em 22/12/2009 por Gardênia

Bem-vindos os vinte maços do meu cigarro enviados por João Manuel Fernandes, de São Paulo. Menos bem-vinda a notícia que os acompanha: a minha marca preferida está acabando. Parou no Rio, parou em Minas. Seu último reduto é a valente capital bandeirante que não pode parar. Aí fico meditando sobre a ingratidão humana. Porque, quando a gente adota um cigarro, presume estar fazendo uma opção para o resto da vida. Assim fiz eu aos 15 anos, com precoce determinação. Vieram os cigarros com filtro, não me alterei. Não me arrebataram os cigarros longos king size, marca de nobreza e distinção. Resisti até ao anúncio da moça loira, aquela da boca grande, disposta a qualquer aventura com o homem que fumasse mentolados. Veio o cigarro americano, a propaganda do câncer, veio o aumento, a tosse, e cá estou eu inexpugnável, dez anos de fidelidade, cinqüenta cigarros por dia. Façam as contas, senhores fabricantes, pensem no caso e tenham piedade de mim.

 

Chico Buarque

Sem mim

Postado em Antigas e Soltas com as tags , , , em 18/11/2009 por Gardênia

 

Esta é você.
De olhos fechados, na chuva.
Nunca pensou que fosse fazer algo assim.
Você nunca se viu como…
não sei como descreveria…
como uma dessas pessoas…
que gostam de olhar para lua ou que passam horas contemplando as ondas ou o pôr-do-sol.
Deve saber de que tipo de pessoas estou falando.
Talvez não saiba.
Seja como for, você gosta de ficar assim lutando contra o frio e sentindo a água penetrando por sua camisa e tocando sua pele.
E da sensação do chão ficando fofo debaixo dos seus pés.
E do cheiro.
E do som da chuva batendo nas folhas.
De todas as coisas que estão nos livros que você não leu.
Essa é você.
Quem teria imaginado…
Você.

FCCC

Postado em 90, Antigas e Soltas, Aposta 2010 com as tags , , , , , , , , , , em 17/11/2009 por agatashir

Os Demônios são Seus

Postado em Clichê, pau mole com as tags , , , , em 11/11/2009 por Decote

…a verdade é que você é só mais uma na multidão, a mesma parte indecifrável do nada. A sua diferença em relação à outras pessoas é essa sua luta desesperada e estabanada para ser a fonte de alguma importância pra mim, para ser o fator catalisador de algum sentimento, mais especial se for ódio (afinal pra ti isso é o mesmo que amor). Mas quando olho pra você, vejo uma barata tonta de veneno suplicando clemência. Não há mais empatia alguma. Não estou magoada, não estou triste por sua causa… essa fase já passou, se é que existiu, talvez fosse mais uma constatação da sua falta de consideração. Hoje simplesmente não me importo mais contigo. Nada! Se pra ti isso é um abandono, lembre-se: quem se embriaga demais consigo mesmo, é só um bêbado egóico, ou seja, um chatão/chatona. Não quero saber da sua vida. Não quero seu mal, apenas não acho a sua pessoa interessante mais, bem como suas atitudes cafonas e descontroladas. Só quero você bem longe… principalmente com essa sua faca fálica. O que você quer? Me penetrar novamente? Você já esteve aqui dentro… e pediu pra sair Recruta Zero… e a guerra é toda sua. Não me confunda com as suas confusões mentais e inseguranças.
EU NÃO SOU OS SEUS MEDOS. EU ESTOU BEM LONGE DE VOCÊ, CASO NÃO TENHA NOTADO.

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Tenha amor próprio, viva a sua vida.

obs.: a tag “pau mole” se refere ao quanto acho seu namorado interessante.

Edith Gaertner e o seu Cemitério de Gatos

Postado em Antigas e Soltas, Art, Balzac, Beleza, Cagando de Bruços, Devaneio, Frustração, Luxo, Origens, personagens que amamos com as tags , , , , , , em 30/10/2009 por agatashir

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Nascida em Blumenau, em 22 de março de 1882, filha do comerciante e cônsul da Alemanha, Victor Gaertner, conviveu muito pouco com o pai, que veio a falecer quando ela tinha seis anos de idade.

Em sua época de juventude, os sonhos de uma jovem de sua idade estavam voltados para o casamento. No entanto, os de Edith foram canalizados para uma força maior que lhe despertou outras aspirações. A veia artística prevaleceu. Com o falecimento da mãe, em 1900, Edith procurou dar novos rumos à sua vida. Dotada de temperamento independente, espírito vivo, desembaraçado, e possuidora de um charme cativante, com 20 anos viajou sozinha para Buenos Aires, onde residiam um irmão e uma irmã. Trabalhou como governanta de uma família numa fazenda do Uruguai e permaneceu no emprego por aproximadamente um ano.

O grande sonho de Edith era o teatro. Na Argentina conheceu Elenora Duse, atriz de renome que fazia uma turnê em Buenos Aires.

Apoiada pelos irmãos, Edith viajou para a Alemanha, onde cursou por um período de quatro anos a Academia de Arte Dramática, em Berlim.

Viajou por toda a Alemanha e principais cidades da Europa, trabalhando em peças nos mais renomados palcos de teatro de Viena, Dresden, Leipzig e outros. Suas interpretações foram sempre bem recebidas pela crítica que a destacava pela excelente dicção e expressão mímica.Do repertório das suas representações constam peças de Goethe, Schiller, Molière, Shakespeare e outros expoentes do mundo das artes cênicas.

Pouco ou quase nada se sabe do cotidiano de Edith Gaertner na Alemanha. Os registros fotográficos mostram uma mulher voltada para o mundo artístico. As duas décadas que conviveu com o mundo cultural europeu transformaram-na numa mulher independente, habituada a tomar as suas próprias decisões.

Retornar a Blumenau, em 1924, foi uma contingência do destino. A doença dos irmãos solteiros, Erich e Arnold, fizeram-na abandonar a carreira artística para administrar a casa.

Naquela época a Alemanha vivia os efeitos do pós I Guerra Mundial e da grande crise econômica que atingiu o país. Edith voltou à Alemanha em 1928 e permaneceu naquele país por mais de um ano. Visitou amigos e reviveu sua época de teatro (e, comentam, foi atrás de um amor antigo) .

Viajou em seguida para a Argentina, em visita à irmã que lá residia, permanecendo por vários meses. Retornando ao Brasil modificou radicalmente os seus hábitos e estilo de vida.
Do constante e assíduo contato com o público, preferiu refugiar-se no silêncio da sua propriedade, entre livros, animais, o grande jardim e o verde do parque nos fundos da casa. Suas relações de amizade estavam restritas a determinadas famílias.

Neste período Edith desenvolveu um grande apego aos animais, em especial os gatos. Quando algum deles morria eram enterrado, com direito a funeral e cortejo fúnebre, nos fundos de sua casa, onde hoje fica o único cemitério de gatos do mundo. Lá estão enterrados nove gatos: Pepito, Mirko, Bum, Peterle, Musch, Schnurr, Sittah, Putze e Mirl.

O lugar é lindo, pesado, solitário, desolador e extremamente humano. E estranho.

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Barbie – Divas anos 80

Postado em Antigas e Soltas, Aposta 2010, Art, Balzac, Beleza, Clichê, Devaneio, Estereótipo, Flacidez, Mundo Melhor, Música, personagens que amamos com as tags , , , , , , , em 28/10/2009 por agatashir

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“A Mattel, empresa responsável pelas bonecas Barbie, anunciou que lançará uma coleção inspirada nas divas da música dos anos 80. Debbie Harry, Joan Jett e Cyndi Lauper serão as cantoras retratadas e ganharão versões em brinquedo. As bonecas devem chegar às lojas perto do Natal.”

Janice Dickinson – The 1st SuperModel

Postado em Antigas e Soltas, Balzac, Beleza, Cagando de Bruços, Clichê, Devaneio, Estereótipo, Flacidez, Frustração, Lixo, Luxo, Mundo Melhor, Origens, Preconceito, Sub, Vogue com as tags , , , , , , , em 23/10/2009 por agatashir
Vogue - 1979

Vogue - 1979

Ela se auto-intitula a primeira Supermodel do mundo.
Segundo ela, foi a primeira modelo a desfilar em todas as semanas de moda do mundo, dai o superlativo.
Se é verdade, não sei… o fato é que ela começou cedo nas passarelas e sabe como ninguém se manter na mídia americana com a histórias mais malucas do mundo, que vão desde fumar maconha e perder a virgindade pro Jim Morrison à dar o golpe da barriga no Stalone à ser a rainha máxima da pista do CBGB.
Claro que ela tem uma auto-biografia, que recomendo… embora tenha ficado com a sensação que se trata mais de uma obra de auto-ficção.

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Não sei se ela é louca, se as drogas comeram o juízo dela ou se ela nunca parou de usar. O fato é que ela está cada vez mais sem noção, pra minha diversão. Vide:

Crazy Night Songs

Postado em Antigas e Soltas, Aposta 2010, Art, Beleza, Devaneio, Estereótipo, Flacidez, Frustração, Lixo, Luxo, Mundo Melhor, Música, Preconceito, Sub com as tags em 22/10/2009 por agatashir

BEST BUY – Sun Glasses

Postado em Antigas e Soltas, Aposta 2010, Beleza, Clichê, Devaneio, Estereótipo, Luxo, Mundo Melhor com as tags , , , , , em 22/10/2009 por agatashir

O FIM DA ARMAÇÃO

Postado em Beleza, Cagando de Bruços, Devaneio, Frustração, Lixo, Luxo, Morte, Origens, Sub com as tags , , , , , , em 22/10/2009 por agatashir

Eu moro em Florianópolis, é muito bom morar aqui porque até quando se está preso no trânsito você olha para o lado e tem uma ótima vista pro mar… este lugar está rodeado de belas paisagens que só acalmaram minha alma e me trouxeram tranquilidade na vida. No entanto, como todo mundo que mora numa cidade praiana eu tenho minha praia favorita: A ARMAÇÃO.
Uma vila de pescadores no sul da Ilha em que todos se conhecem e são amistosos, nunca foi uma praia com ambições turisticas… é um lugar pra quem mora aqui curtir um sol, tomar um banho de mar, comer peixe recém pescado de graça (se voce ajudar a puxar a tarrafa), ver uma baleia de perto… e observar uma das paisagens mais encantadoras de Florianópolis. Meu belo recanto…
Mas a Armação acabou… o nível do oceano subiu tanto este ano que as pessoas tiveram que deixar suas casas e a praia não existe mais. Não é momentaneo, é o fim da Armação: engolida pelo mar.

Praia da Armação - Janeiro de 2009

Praia da Armação - Janeiro de 2009