
Victor Frankl defendia que a liberdade de opção humana é a única coisa que nunca pode ser retirada a menos que a própria pessoa permita que isso aconteça. Seus carrascos podiam controlar completamente a situação e o ambiente, podiam fazer o que quisessem com seu corpo mas ele era dotado de auto consciência e podia atuar como observador de seu próprio destino, sua identidade básica estava intacta e ele podia decidir dentro de si como tudo aquilo iria afetá-lo.
Proatividade significa muito mais do que tomar a iniciativa. Implica na responsabilidade que as pessoas tem sobre suas vidas. O comportamento resulta de decisões tomadas, e não das condições externas. Tem-se a capacidade de subordinar os sentimentos aos valores. Possuí-se a iniciativa e responsabilidades suficientes para fazer com que as coisas aconteçam.
Eleanor Roosevelt disse: “Ninguém pode feri-lo sem seu consentimento”. Nas palavras de Gandhi, isso aparece também: “Eles não conseguem levar embora nosso respeito próprio, se não o entregarmos a eles”. É nosso consentimento, nossa permissão para que as coisas aconteçam a nós que nos fere, muito mais do que os eventos propriamente ditos.
George Bernard Shaw: “ Não acredito em circunstâncias, as pessoas estão sempre culpando as circunstâncias; as pessoas que vencem no mundo são aquelas que formam as circunstâncias que querem e que quando não conseguem encontrá-las, fazem-nas.
Concordo que tudo isso é muito difícil de se aceitar emocionalmente, em especial se carregamos nas costas por anos a fio o costume de responsabilizar o comportamento alheio ou as circunstâncias por nossos problemas. Mas uma pessoa só pode dizer “Eu escolho isso” quando se torna capaz de dizer “Sou o que sou hoje por causa das escolhas que fiz ontem”.
As pessoas reativas são capazes de se deixarem afetar por coisas tão pequenas e insignificantes que perdem um tempo precioso da vida, perdem oportunidades, deixam de realizar sonhos, chegam até a destruir relacionamentos, de tanto se concentrarem em detalhes irrelevantes.
O problema não é o que acontece, mas como respondemos ao que acontece. O que importa não é o que somos, mas o que fazemos para mudar o que somos.
Inventário diário:
- O que fiz hoje de bom?
- O que fiz de mau?
- O que fiz para prejudicar o outro?
- Como me sinto?
- Como me pareço?